Aprendizagem é um processo de mudança de comportamento obtido através da
experiência construída por fatores emocionais, neurológicos,
relacionais e ambientais. Aprender é o resultado da interação entre
estruturas mentais e o meio ambiente. De acordo com a nova ênfase
educacional, centrada na aprendizagem, o professor é co-autor do
processo de aprendizagem dos alunos. Nesse enfoque centrado na
aprendizagem, o conhecimento é construído e reconstruido continuamente.
2. Aprendizagem
por projeto é o mesmo que ensino por projeto?
Não, são
completamente diferentes um do outro. O projeto de aprendizagem é mais aberto do que o
de ensino levantando mais questões de
flexibilidade enquanto o do ensino é baseado na interpretação do que o
docente/instituição acredita ser a necessidade do aluno.
3. Como
se inicia um projeto para aprender?
Usando como estratégia levantar, preliminarmente com
os alunos, suas certezas provisórias e suas dúvidas temporárias. E por que
temporárias? Pesquisando, indagando, investigando, muitas dúvidas tornam-se
certezas e certezas transformam-se em dúvidas; ou, ainda, geram outras dúvidas
e certezas que, por sua vez, também são temporárias, provisórias. Iniciam-se então
as negociações, as trocas que neste processo são constantes, pois a cada ideia,
a cada descoberta os caminhos de busca e as ações são reorganizadas, remanejada.
4. Com
que idade o aluno pode começar?
Se o ser humano deixa de ser uma criança
perguntadora, curiosa, inventiva,
confiante em sua capacidade de pensar, entusiasmado por explorações
e por descobertas, persistente nas suas buscas de soluções, é porque nós,
que o educamos, decidimos “domesticar” essa criança, em vez de
ajudá-la a aprender, a continuar aprendendo e descobrindo.
5. E
os currículos? Como ficam?
Os alunos não precisavam estudar os mesmos conteúdos ao mesmo tempo. Os
projetos eram diversificados, mas interdisciplinares. Havia temas que
atravessavam transversalmente as atividades de todos. Cada aluno explorava
melhor os conteúdos no seu tempo, segundo seu ritmo; e podia ser atendido em
suas necessidades, que apareceram com maior clareza. Mas, ao mesmo tempo, se conectava
com outros alunos e professores, com quem tinha interesses e necessidades
afins, em outros espaços/tempos diferentes – de modo síncrono, ou assíncrono.
Essas trocas entre parceiros proporcionam uma constante atividade operatória de
construção e reflexão
6. Como
fica, então, o papel do professor?
O papel do professor fica da seguinte forma:
Sendo
tão aprendiz quanto seus alunos mostrando uma função de ativação da
aprendizagem.
* De
professor articulador pelo qual irá trabalhar junto a um grupo específico do qual
ele mesmo faz parte como um dos professores que atua junto aos alunos, vivendo
o dia-a-dia da sala de aula do grupo, com suas dificuldades, sucessos e
insucessos ( professores, alunos, pais, funcionários), ou seja sua função de
articulação das práticas.
* A função
do professor também é de orientador dos projetos é um papel pelo qual
deve escolher os pequenos grupos que queira orientar; e sua escolha precisa ser
recíproca, isto é, ele também deve ser escolhido pelos grupos.
* Função
de especialista, ou seja coordenar os conhecimentos específicos de sua área de
formação, com as necessidades dos alunos de construir conhecimentos
específicos.
7. E
o aluno? Como aprende?
O aluno aprende a partir das certezas provisórias porque o processo de
construção é um processo continuado e ocorre numa situação de continuidade
alternada com a descontinuidade. Uma certeza permanece até que um elemento novo
apareça para ser assimilado. Para que um novo conhecimento possa ser
construído, ou para que o conhecimento anterior seja melhorado, expandido,
aprofundado, é preciso que um processo de regulação comece a compensar as
diferenças, ou as insuficiências do sistema assimilador. Ora, se o sistema
assimilador está perturbado é porque a certeza “balançou”. Houve desequilíbrio.
O processo de regulação se destina a restaurar o equilíbrio.
8. Como
administrar a mudança na escola?
A mudança da administração da
escola se deve desde a direção acredita na mudança para nova metodologia,
apoiando seus professores interessados,
facilitando a organização da grade horária, a flexibilização do currículo,
participação em propostas de formação continuada.
